Riscos que devem ser observados na prática odontológica

A prática odontológica exige dos profissionais e de sua equipe uma interação direta e frequente com pessoas, materiais biológicos e equipamentos.

Como é grande o risco ocupacional devido aos agentes biológicos é importante que os profissionais se conscientizem em relação à biossegurança no âmbito laboral. Os riscos podem ser amenizados com o uso de equipamentos de proteção coletivos e individuais; cumprimento da NR 32 e adotando- se medidas de promoção e prevenção à saúde, a exemplo do uso correto de equipamentos, seguindo a lei de ergonomia e ambiência adequadas, imunização, etc. Além disso, é necessário um ambiente de trabalho sempre ventilado, com presença de luz solar direta, para remoção das partículas suspensas e eliminação dos bacilos. Deve ser dada atenção aos hábitos, posturas e patologias decorrentes da sua rotina de trabalho.

Na Odontologia, diversos fatores são contribuintes para as exposições ocupacionais com materiais biológicos, como: o uso constante de instrumentos críticos e os semicríticos, que estão em contato com a mucosa ou pele íntegra, saliva e sangue visível ou não; o ritmo de trabalho intenso que consequentemente leva a um maior desgaste do trabalhador, interferindo na sua atenção ao manusear os instrumentais em um campo visual restrito; o posicionamento paciente/profissional muito próximo; e o uso de instrumentais que facilitam a dispersão de fluidos no âmbito laboral.

Os agentes biológicos Hepatitis B Vírus, Hepatitis C Vírus, herpes simples, O Mycrobacterium tuberculosis, dentre outros, apresentam elevado risco individual e um grande potencial como causas de patologias consideradas graves nos profissionais expostos.

As ações de natureza educativa em nível de graduação e pós-graduação, assim como campanhas que atinjam rotineiramente toda a classe odontológica precisam ser incentivadas com o intuito de esclarecer melhor a importância das ações de biossegurança e imunização.

Fonte: Baseado em texto da Revista Bahiana de Odontologia. 2015 Abr;6(1):34-46

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